A estudante francesa Maëva Papeil-Lalande compartilha suas primeiras impressões sobre o Brasil e a vida universitária em Ribeirão Preto
Com mais de 90 parcerias internacionais, a Unaerp tem se tornado um destino cada vez mais procurado por estudantes estrangeiros. Entre eles está Maëva Papeil-Lalande, francesa de 20 anos, que deixou a cidade tranquila de Maison-Alfort, nos arredores de Paris, para viver a rotina vibrante do interior paulista.
“É uma cidade residencial, pacífica e muito agradável para viver”, conta. Mas foi a vontade de aprender português e viver de perto uma cultura diferente que a trouxe ao Brasil.
Durante a graduação em Gestão Internacional, Maëva precisava cursar um semestre fora do país. A América do Sul sempre a atraiu, e o Brasil parecia o destino ideal. “Eu já falo espanhol, então queria aprender outra língua. Quando vi o site da Unaerp, achei que o acolhimento seria melhor. Mesmo online, parecia um lugar mais receptivo”, lembra.
Chegada e primeiros encontros
A viagem de 16 horas até Ribeirão Preto terminou com uma surpresa nada agradável: a mala extraviada. “Foi uma mistura de emoções, mas eu estava muito feliz de chegar”, ri. Logo nos primeiros dias, ela conheceu o programa Buddy, que apresentou estudantes brasileiros e fez com que se sentisse em casa. “Tive dois Buddies extraordinários, que me apresentaram a várias pessoas. Nunca me senti sozinha.”
A vida no campus e na cidade
Acostumada a universidades francesas mais formais, Maëva se impressionou com a estrutura da Unaerp. “Na minha faculdade, não há espaços esportivos. Aqui tem academia, clubes, professores. É muito legal ter essa possibilidade de equilibrar estudos e vida social.”
Nos intervalos, ela descobriu o pão de queijo e os pequenos restaurantes da “ilha”, que, segundo ela, é um lugar bastante convivial.
Diferenças culturais e descobertas
Entre as maiores surpresas, está a relação entre alunos e professores. “Na França, há uma distância muito significativa. Aqui, me senti mais confortável, como se os professores quisessem te fazer crescer, e não só ensinar”, explica.
Outro choque cultural veio do churrasco. “Eu não sabia que era uma tradição tão importante! Fui a vários, e as pessoas são muito abertas. Somos calorosos na França, mas não nesse nível”, brinca.
Viagens e lembranças
Nos meses em Ribeirão, Maëva conheceu São Paulo, Lençóis Maranhenses e Ilhabela, e já planeja novas viagens. “Os Lençóis são uma das coisas mais bonitas que já vi”, elogia.
Mas, para ela, o que mais marcou não foram os lugares, e sim as pessoas. “Nunca vou esquecer como me integraram e como foram gentis. Até os professores me marcaram. Minha experiência cultural e social no Brasil é incrível, exatamente como eu esperava.”


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